O mau atendimento em Brasília e o cuspe no seu sanduíche

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Brasília é conhecida por todo o País como um lugar repleto de bares e restaurantes em que você pode apreciar todo tipo de culinária, desde um simples sanduíche a requintados pratos feitos pelos melhores chefs.

É sabido também por nós moradores da cidade e por vários de nossos visitantes que o atendimento em muitas vezes deixa a desejar.

No último domingo (16/04), domingo de páscoa, fiquei de plantão no trabalho, entrando as 7h e saindo as 19h. Depois de muita ralação a fome bateu e resolvi, junto com minha namorada que havia ido me acompanhar, parar no Pier 21 para comer algo rápido.

Escolhemos o Subway. Duas atendentes estavam na loja, uma finalizava o pedido do cliente a frente na fila e outra de menor estatura veio nos atender.

– O que você vai querer?

Foi a frase da atendente para minha namorada. Que logo escolheu seu recheio e pão.

– Você vai querer alguma coisa também?

Foi a frase a atendente em seguida para mim. Incomodado com a truculência logo no início do atendimento, parei, olhei para ela e falei:

– Boa noite moça! Vou fazer um pedido também. Tudo bem contigo?

Para minha surpresa a resposta dela foi um sonoro “NÃO”. Tentei amenizar as coisas, enquanto continuava a fazer meu pedido.

– Que isso moça? Não fique brava assim. Tudo por trabalhar no domingo de Páscoa? Também trabalhei e no atual momento temos que agradecer por ter onde trabalhar.

Ela irredutível em sua postura raivosa e grosseira continuou a bradar:

– Esse povo fica reclamando de mim, não sou técnica de informática, se o cartão ta fora do ar a culpa não e minha e etc, etc e etc… falando e reclamando durante todo o atendimento sobre algo interno deles, ao qual, eu cliente, se quer sabia como opinar.

Quando me preparo para pagar e já saturado da situação pensando que não podia piorar, a outra atendente, que havia feito o sanduiche do cliente a nossa frente emenda:

– E aquela cliente mais cedo? Pediu parar eu marcar qual era o sanduíche de rosbife. Marquei com o canetão na embalagem, fazendo um “x” e reclamou de como ela ia enxergar no escuro do cinema o “x’’. Ela quer o que? Vou marcar com cuspe o sanduíche então!

Minha reação foi de abismo, não acreditei que ela estava falando aquilo e retruquei.

– Que isso moça? Aí já é demais heim.

Pensei que já havia chegado ao limite, quando ela retrucou:

– Oxi, cuspo mesmo. Tem gente que merece!

Eu, acompanhado da minha namorada não podíamos acreditar no que estávamos ouvindo. Como já havia pagado peguei os sanduiches e levamos pra casa, sem nenhuma coragem para comê-los.

Infelizmente nenhuma das duas atendentes tinha crachá ou plaquinha com o nome, porque se tivessem, os citariam aqui, isso para não generalizar em relação ao estabelecimento ou ao atendimento como um todo em Brasília e torço para que chegue aos proprietários o ocorrido, para que possam ter a oportunidade de corrigir o relatado aqui. Mas a situação foi… me faltam adjetivos para classificar.

Fica o alerta a todos e o pedido aos nossos estabelecimentos comerciais para investir em mão de obra qualificada e preparada para atender simples pessoas que gostariam de fazer um lanche após um dia cansativo de trabalho.

O outro lado

Ao tomar conhecimento do ocorrido o estabelecimento se posicionou. Segundo Rafael Rey “A Subway® não compactua com esse tipo de comportamento e já tomou as medidas cabíveis. A rede tem padrões rígidos de controle de qualidade, avaliações periódicas, treinamentos e condutas operacionais a serem seguidas, com o objetivo de proporcionar a melhor experiência possível para os clientes dentro da loja“.

Particularmente como consumidor me agrada o fato da rede se importar e se posicionar, pois o ocorrido pode ser um fato isolado, mas que deve ser prontamente corrigido, o que parece já ter sido providenciado.

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